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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brasil tem muitas chances de voltar à elite da Copa Davis

Ano passado o Brasil teve um match-point com Thomaz Bellucci no quarto jogo contra Mikhail Youzhny para vencer o confronto e retornar à elite da Copa Davis. Mas infelizmente a virada veio e os brasileiros tiveram que amargar mais um ano jogando o zonal americano.

Mais uma vez o time brasileiro passou facilmente no zonal e vai disputar novamente os playoffs. E por coincidência o adversário é justamente a Rússia. Mas uma Rússia bem mais enfraquecida em relação ao time do ano passado. Mikhail Youzhny e Nikolay Davydenko, os principais jogadores russos, não irão jogar.

O time russo será formado por Alex Bogomolov Jr., Igor Andreev, Teimuraz Gabashvili e Stanislav Vovk, nenhum entre os 70 melhores do mundo e tirando Bogomolov, os outros três nem no top 100 estão. Já o Brasil vem com a sua força máxima com Thomaz Bellucci e Rogério Dutra da Silva, o Rogerinho, jogando nas simples e os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares estarão atuando nas duplas.

Bellucci e Rogerinho não têm um bom retrospecto contra Bogomolov. O primeiro perdeu dois dos três confrontos e o último perdeu os dois jogos. Já contra Andreev, Bellucci venceu duas vezes, uma no ano passado durante a Davis, e Rogerinho nunca enfrentou o russo.

Já nas duplas, não importa muito quem vai jogar no lado russo, pois Melo e Soares são extremamente favoritos contra qualquer dupla.

Contando com o apoio da torcida que estará em São José do Rio Preto e lotará o Harmonia Tênis Clube, eu acredito que agora chegou a vez do Brasil voltar ao grupo mundial da Copa Davis.

Foto: Luiz Pires/FOTOJUMP

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

2012, um ano histórico para Andy Murray

Murray conquistou seu 1º título de Grand Slam ao derrotar Djokovic no Aberto dos EUA
Andy Murray sempre tinha a sua carreira a marca de nunca ter ganho um grand slam e para 2012 parecia que tudo seria diferente, já que o britânico contratou Ivan Lendl para ser o seu treinador. E o ano começou bem ganhando em Brisbane, mas a intenção era um grand slam e no Australian Open perdeu nas semifinais em uma batalha de 4h50 para Novak Djokovic.

Em Roland Garros, Murray parou nas quartas diante de David Ferrer e duas semanas depois chegou Wimbledon. Jogando em casa, com o apoio da torcida, o britânico chegou pela primeira vez a final na grama sagrada, conseguiu até vencer o seu primeiro set em finais de slam, mas no outro lado da quadra tinha um tal de Roger Federer, que ficou com a taça.

Já nas Olimpíadas, novamente na grama sagrada, Murray conquistou, até então, o seu maior título. A medalha de ouro contra Roger Federer. Mas ainda faltava o grand slam para ele.

E veio o US Open. Sem fazer partidas brilhantes nas primeiras partidas, Murray chegou próximo de ficar em uma situação complicada contra Marin Cilic nas quartas de final e teve que passar pelo vento e por Tomas Berdych na semifinal.

Murray chegou a sua quinta final de grand slam em New York e o adversário na grande decisão era o sérvio Novak Djokovic. Foram quase cinco horas de partida e a histórica conquista de um grand slam finalmente chegou para o britânico. 7-6 (12-10), 7-5, 2-6, 3-6 e 6-2, esse foi o placar da histórica final e que nunca vai ser esquecida por Murray e todo o seu staff.

O britânico definitivamente marcou o seu nome na histórica. Foi o primeiro britânico a vencer um slam desde 1936, quando Fred Perry venceu também o US Open. E agora ninguém mais pode falar que vai falta uma conquista importante para ele.

Para coroar essa grande temporada, Murray é o novo número três do mundo, deixando para trás para o espanhol Rafael Nadal.

Foto: Getty Images

domingo, 9 de setembro de 2012

Azarenka x Serena. A melhor partida da WTA em 2012

Serena Williams A final feminina do US Open entre a bielorrussa Victoria Azarenka, número um do mundo, e a americana Serena Williams, número quatro do mundo e considerada por muitos a melhor, foi simplesmente o grande jogo da temporada 2012 da WTA e a grande partida que eu acompanhei em torneios femininos.

Parecia que mesmo contra a líder do ranking, seria mais um passeio de Serena Williams que até a final só havia perdido 19 games. Atacando a rival em todos os momentos, a americana não deu a mínima chance para Azarenka e fechou o primeiro set em 6-2.

Mas a história no segundo set foi simplesmente o inverso. Serena cometeu muitos erros, até dupla-falta a americana cometeu e olha que o saque dela é uma das armas dela. Já Azarenka conseguiu jogar o seu melhor tênis, passou a sacar melhor e conseguiu devolver o 6-2.

A partida, então, foi para o terceiro e decisivo set, algo que não acontecia no US Open desde 1995. Serena continuou a errar no fundo de quadra e o saque não estava mais eficiente e Azarenka continuava jogando bem. A bielorrussa chegou a sacar em 5-4 para garantir o seu título, mas sentiu a pressão e com o jogo empatado, Serena ganhou muita confiança e a quadra Arthur Ashe veio abaixo. Voltando a jogar muito bem, a americana conseguiu uma emocionante virada.

Foi a 15ªconquista de grand slams na carreira de Serena, o sexto no último grand slam da temporada. Já Victoria Azarenka permanece, com dois mil pontos de vantagem, na liderança do ranking da WTA.

Foto: Getty Images

Brasil nas Paralimpíadas: Dia 11 e campanha histórica

Tito Sena comemoração Maratona Paralimpíadas (Foto: AP)
Último dia de competições das Paralimpíadas e o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro com o brasileiro Tito Sena na maratona T46, para atletas amputados ou com má formação congênita E o ouro veio de forma emocionante. Após ficar em segundo durante quase toda a prova, Tito arrancou no final e conseguiu ultrapassar nos últimos metros o espanhol Abderrahaman Ait Khamouch.

A meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro antes dos Jogos começarem era ficar em sétimo lugar no quadro de medalhas e realmente foi isso o que aconteceu. Uma campanha simplesmente espetacular desses heróis brasileiros.

Foram 43 medalhas no total, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze. Todos os atletas que competiram em Londres merecem ser destacados, mas alguns especiais fizeram história na capital inglesa.

Daniel Dias conquistou seis medalhas na natação, chegou a 14 no total em apenas duas Paralimpíadas e tornou-se o maior medalhista brasileiro com apenas 24 anos, passando o nadador Clodoaldo Silva e a velocista Ádria Santos. E ainda tem o Rio 2016 e quem sabe em 2020 também. Vem muito mais medalhas para o Brasil com esse gênio da natação.

No atletismo, Terezinha Guilhermina mais uma vez foi muito bem, ganhando duas medalhas de ouro, Yohansson Nascimento foi um grata surpresa e também ganhou medalhas, assim como outros vários velocistas.

Outros esportes foram muito bem como o futebol de 5, que ganhou o tricampeonato, a bocha, que trouxe quatro medalhas, a esgrima e outros tantos esportes. Foi muito legal acompanhar essa competição com muitos atletas se superando e espero que a CPB continue dando o apoio necessário para que os brasileiros melhorem cada vez mais.

Atualização às 13h29 do dia 12-09-2012: Como eu pudi esquecer do cara que antes era conhecido como Oscar Pistorius brasileiro e fez uma excelente campanha em Londres. Alan Fonteles venceu o sul-aficano nos 200 metros, ganhou o seu primeiro ouro, competiu de igual para igual com Pistorius e virou uma realidade para o esporte paralímpico brasileiro.

Foto: AP

sábado, 8 de setembro de 2012

Dava para ter evitado que a final da chave masculina fosse na segunda

Pelo quinto ano consecutivo a final da chave masculina do US Open será na segunda-feira. O tempo ruim em New York mais uma vez impediu que o Super Saturday (as duas semifinais masculinas e a final feminina) acontecesse.

É inadmissível que, no mínimo, a quadra Arthur Ashe não tenha o teto retrátil e a desculpa é que os milhões investidos no complexo são para haver uma melhoria no tênis local. Outro problema é que quando chove, não se coloca as lonas como em vários outros torneios e é necessário quase uma hora para que seque a quadra.

Pior que neste ano dava para ter evitado que a final masculina fosse apenas na segunda. Quando tivemos o início da partida entre Andy Murray e Tomas Berdych na Arthur Ashe, chegou a se cogitar fazer a outra semifinal entre Novak Djokovic e David Ferrer na Louis Armstrong.

E era exatamente isso que deveria ter sido feito. Cada semifinal em um estádio, dava tempo para ter feito os dois jogos e não apenas o jogo entre Murray e Berdych e ainda faria as finais no domingo. Mas parece que a organização gostou da ideia da final ser na segunda.

A final sendo no primeiro dia útil da semana é ruim em vários aspectos. Todo o público tem que mudar a sua programação ou desiste de acompanhar a final, afeta o público que tem um dia a menos de descanso, ainda mais aqueles que vão disputar a Copa Davis no final da semana e para a televisão que perde audiência.

Murray: Uma das semifinais pelo menos aconteceu. Com uma de atraso por conta da chuva (foto), Andy Murray e Tomas Berdych entraram em quadra e o vento atrapalhou muito, principalmente Berdych que se atrapalhou muito em vários momentos. E Murray se deu melhor, conseguiu terminar a sua partida antes da paralisação e vai levar vantagem física, já que não jogará no domingo, ao contrário do seu adversário na final.

Foto: Getty Images

Brasil nas Paralimpíadas: Dia 10

Com as sete medalhas conquistadas no penúltimo nas Paralimpíadas de Londres, a participação do Brasil já é melhor na história da competição com 20 medalhas de ouro, 13 de prata e 8 de bronze, por enquanto na sétima colocação no quadro de medalhas, a posição estabelecida como meta pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

Jogadores da seleção brasileira do futebol de cinco comemora medalha de ouro conquistada nos Jogos Paraolímpicos de Londres
Futebol de 5: Campeã em Atenas 2004 e Beijing 2008, a seleção masculina de futebol de 5, para deficientes visuais, sagrou-se tricampeã Paralímpica ao derrotar a França por 2 a 0 e manteve a hegemonia na modalidade. Bill, Marquinhos e o goleiro Fábio foram os atletas que estiveram presentes nas três conquistas.

Brasil e França já haviam se enfrentado na primeira fase e a partida terminou 0 a 0, mas na grande decisão, Bill foi fundamental na vitória, marcou o primeiro gol e ainda não deixou que o francês Frederic Villeroux, o grande destaque do time da França, conseguisse jogar o seu melhor futebol.

Daniel Dias 100m livre paralimpíadas londres (Foto: Reuters)
Natação: Daniel Dias na água é sinônimo de medalha de ouro para o Brasil. E o sexto ouro conquistado por Daniel em Londres foi mais uma vez com muitas sobras. Com 1m09s35 nos 100 metros livre classe S5, o brasileiro não quebrou o recorde mundial, mas já mais de cinco segundos a frente do segundo colocado, o americano Roy Perkins. 

Nos 100 metros livre classe S6, Adriano de Lima não teve o mesmo ritmo dos rivais e terminou a grande final na oitava colocação. Já na final do 4x100 medley 34 pontos, o Brasil ficou longe do pódio e terminou na sétima colocação.

Atletismo: Logo em sua primeira tentativa, Shirlene Coelho mandou o dardo a 36,86 metros, distância suficiente para garantir o ouro e ainda quebrar o recorde mundial. Shirlene lançou outras cinco vezes, mas não teve problemas, já que a segunda colocada lançou 31m62.

Já nos 100 metros T11, o chinês Lei Xue ficou com o ouro, mas a prata e o bronze ficaram com atletas brasileiros. Lucas Prado ficou na segunda colocação com 11s25 e Felipe Gomes ficou em terceiro com 11s27.

Dirceu José ouro bocha Paralimpíadas (Foto: Getty Images)Bocha: Dirceu Pinto (foto) foi ouro já havia conquistado o ouro nas duplas e agora foi ouro na classe BC4. Dirceu empatou na final contra o chinês Yuansen Zheng por 3 a 3 e só venceu no ponto de desempate. Eliseu dos Santos, parceiro de Dirceu no ouro nas duplas, foi bronze ao derrotar o britânico Stephen McGuire por 5 a 3.

Maciel Santos, na classe BC2, venceu o chinês Zhiquiang Yan por 8 a 0 e também ficou com a medalha de ouro. Com todas essas medalhas dos brasileiros, foi a melhor participação do Brasil na bocha.

Fotos: Futebol de 5 e natação: Reuters, bocha: Getty Images

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Serena ou Azarenka, quem é a melhor do mundo hoje????

Williams of the U.S. serves to Errani of Italy during their women's semifinals match at the U.S. Open tennis tournament in New YorkSe for olhar o ranking da WTA, a bielorrussa Victoria Azarenka é a número um do mundo, mas ela vai ter que provar neste sábado se é mesmo a melhor do mundo, pois na grande final do US Open Vika vai enfrentar a americana Serena Williams, considerada por muitos a tenista que merecia estar em primeiro no ranking.

Serena até agora vem apresentando o melhor tênis entre todas as tenistas. Foram apenas 19 games nas seis partidas disputadas e uma média de 65 minutos por partida. Na semifinal, enfrentando a italiana Sara Errani, uma tenista top 10 e que venceu Roland Garros em 2012, Serena venceu por 6-1 e 6-2, não dando nenhuma oportunidade para a adversária. A americana vai em busca do tetracampeonato em New York e o 15ºtítulo de grand slams.

Azarenka of Belarus celebrates after defeating Sharapova of Russia in their women's semifinals match at the U.S. Open tennis tournament in New York
Já Victoria Azarenka teve que mostrar ao máximo na semifinal porque é a atual número um do mundo. Uma partida muito complicada contra a russa Maria Sharapova, onde a bielorrussa mostrou um tênis de nível altíssimo e venceu a partida por 3-6, 6-2 e 6-4, garantindo pela primeira vez a vaga na final do último grand slam da temporada.

Ao contrário das outras partidas de Serena no US Open, a final não deverá ser tranquila para a americana e a bielorrussa tem todas as condições de derrotar a americana e provar para quem ainda tem dúvidas que ela é a melhor do mundo.

A final feminina é a última partida do penúltimo dia do US Open, mais conhecido como o Super Saturday. Antes, a partir do meio-dia, tem as duas semifinais masculinas.

Fotos: Reuters